terça-feira, 20 de abril de 2010

Movimento Ambientalista e Desenvolvimento Sustentável

um breve histórico"
Prof. Sérgio de Mattos Fonseca

As primeiras manifestações organizadas em defesa do meio ambiente remontam a meados do século XX no pós-II Grande Guerra, quando o homem comum tomou consciência de que poderia acabar definitivamente com o planeta e com todas as espécies, inclusive a própia. Após a explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki, iniciaram-se na Europa manifestações pacifistas contra o uso da energia nuclear em função das consequências desastrosas para a humanidade e o meio ambiente. Antes destas os registros ficam por conta de filósofos e pensadores, geralmente com variações sobre o mesmo tema: Deus e a Natureza, ou com os naturalistas e os cientistas ligados às chamadas ciências naturais, buscando uma melhor descrição e compreensão dos fenômenos da vida.
Entretanto para que possamos compreender a multiplicidade de ações geridas e perpetradas pelos ambientalistas defensores da utopia de uma relação respeitosa entre a espécie humana e a diversidade planetária, faz-se necessário a identificação das principais correntes do pensamento existentes no seio ambiental.
O Movimento Ambientalista
O pensamento ambiental vem sendo expresso ao longo da história do homem principalmente pelos filósofos e teólogos, a exemplo de Francisco de Assis o santo ecológico. Segundo Herculano (1992), remontam ao século XVI os primeiros questionamentos do homem sobre o meio ambiente, com as grandes navegações e a ampliação das fronteiras mundiais para novos continentes, contrapondo a cultura e a civilização européia aos costumes e a relação com o meio ambiente dos habitantes do novo mundo. A carta de Pero Vaz Caminha ao rei de Portugal no ano de 1500 é um dos marcos dessa dicotomia ambiental. Com a revolução industrial e científica no século XVIII, estabeleceu-se definitivamente um divisor de águas entre a sociedade do homem "desenvolvido" e sua cultura peculiar em contraponto dissonante à Natureza. O surgimento de uma ideologia consumista nas linhas de produção capitalistas, deu origem às primeiras reflexões quanto a atuação danosa do homem sobre a Natureza.
A partir do início dos testes nucleares e as explosões das bombas atômicas sobre o povo japonês, próximo a metade do século atual, é que surge e se organizam os primeiros ambientalistas, chamados alternativos, procurando mostrar ao mundo a possibilidade de estar sob o comando de malucos poderosos, que poderiam explodir o planeta por conta de suas veleidades. Somado a essas, o quase extermínio da águia americana pelos pesticidas agrícolas, a crítica às desigualdades oriundas da sociedade de consumo, além do grande desenvolvimento da indústria bélica e dos estados autoritários, levaram ao crescimento dos movimentos pacifistas que compuseram o surgimento dos hippies, vertente mais doce até hoje surgida no movimento ambientalista.
Outra corrente deste surgiu com os neo-malthusianos embasados na teoria do economista Thomas Robert Malthus, que em 1798 publicou um ensaio pioneiro sobre o estudo do crescimento das populações e como isso afeta o desenvolvimento futuro da sociedade humana. Propunham a necessidade do controle populacional como forma de conter a degradação do meio ambiente e da qualidade de vida. Imputa-se a esse mesmo pensamento a

implementação em países subdesenvolvidos nos idos dos anos 70, inclusive o Brasil, de políticas de esterilização de mulheres em comunidades carentes.
Cabe a ressalva que a esterilização não era o pensamento dos ambientalistas, mas o controle racional movido pela consciência de limite dos recursos naturais, como no
exemplo clássico dos pastores medievais que levam seus rebanhos a um pasto comunal e a restrição natural ao aumento desses rebanhos, sob pena do esgotamento do pasto e o fim de todas as ovelhas.
Com a pressão do governo da Suécia sobre a ONU, por motivo do desastre ecológico da Baía de Minamata, no Japão, realizou-se em 1972 a Conferência de Estocolmo, uma reunião internacional sobre o meio ambiente. A partir desta surgiram mais duas correntes do pensamento ambientalista: os zeristas e os marxistas. Os zeristas, servindo-se da trincheira do Clube de Roma e com as armas fornecidas pelo relatório de Meadows et alii sobre os Limites do Crescimento, propunham o crescimento zero para a economia mundial respaldados em projeções computacionais sobre o crescimento exponencial da população e do capital industrial como ciclos positivos, resultando em ciclos negativos representados pelo esgotamento dos recursos naturais, poluição ambiental e a fome. Assim previam o caos mundial em menos de quatro gerações. Já os marxistas embasados na contribuição no mesmo ano de Goldsmith et alii e o Manifesto pela Sobrevivência, atribuíam a culpa ao sistema capitalista e ao consumismo da ideologia do supérfluo, provocando a banalisação das necessidades e a pressão irresponsável sobre o meio ambiente, obtendo como subproduto do crescimento industrial a degradação ambiental. Os marxistas franceses a mesma época propõe a mudança do modo de produção e consumo, fundamentados em uma ecologia com ótica socialista, que abandone a produção de gadgets pela produção de bens necessários transformando o trabalho árduo em trabalho criador, reduzindo este para aumentar o lazer cultural e a relação ecológica do homem com o meio ambiente.
Com uma visão universal e baseados em uma compreensão ecológica do planeta, os fundamentalistas deixam de lado o antropocentrismo em nome de uma interpretação ecocêntrica, onde a Terra é um enorme organismo vivo, parte de outro universal e maior, onde o homem é uma das formas de vida existente, não possuindo assim qualquer direito de ameaçar a sobrevivência de outras criaturas ou o equilíbrio ecológico do organismo. Para James Lovelock a Terra é Gaia, nome que dá ao planeta, capaz de reações contrárias às agressões humanas. Segundo nosso entendimento essas reações podem estar sendo refletidas na redução da camada de ozônio em nossa atmosfera, o efeito estufa e o fenômeno "el niño".
Os verdes, surgiram nas eleições de 1983 da Alemanha, com uma proposta de ecologia social contra o consumismo provocado pela alienação das linhas de produção. Suas propostas visam a descentralização para o ativismo ambiental, a reação pacífica, a melhora na distribuição social da renda e uma conduta ética em relação ao meio ambiente(need not greed, ou seja, uma economia verde voltada para as necessidades e não para o lucro).
Complementando a amostragem surge na atualidade os eco-tecnicistas, os chamados "eco-chatos", cuja visão reducionista, otimista e imobilista, acredita na solução dos problemas ambientais através do desenvolvimento


científico e da introdução de novas técnicas. Com uma retórica positivista, incorrem numa visão fragmentada e tecnicista, desconhecendo o sentido holístico e ecológico da Natureza.
O Desenvolvimento Sustentável
O conceito de desenvolvimento sustentável (DS) cada vez mais torna-se fluído, acomodando-se de acordo com o formato do recipiente cerebral que o contém. De uma forma ou de outra, todos possuem a noção do que é DS e quando perguntado, via de regra, o cidadão enrola a língua e as idéias ou desfia um colar de pérolas quase sempre
misturando crescimento econômico com preservação ambiental e ausência de poluição. Em busca da compreensão do que é DS, longe de procurar alcançar um único conceito, faz-se necessário o entendimento de que a temática do desenvolvimento ganhou força no contexto da "Guerra Fria" do início dos anos 60, quando ficou nítida para o mundo a emergência de duas potências dos escombros da II Grande Guerra Mundial: os Estados Unidos-EUA e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas-URSS. Foi neste contexto que começou uma guerra psicológica detonada pelos EUA no ocidente, que buscava identificar o americam way of life com o que é desenvolvido e moderno, restando à outra potência a pecha de retrógrada e atrasada. Assim o termo era colocado sob uma ótica reducionista, identificando-o com a importação pelos países dos valores culturais da sociedade norte-americana, assim como seu modelo de industrialização, acompanhados de projetos de "cooperação internacional" como a Aliança para o Progresso, implementado no Brasil durante o governo do presidente americano J.F. Kenedy, no período inicial de governo dos militares pós-64, corroborado pelas altas taxas de crescimento econômico expressas pelo aumento do PIB - Produto Interno Bruto dos países, agora chamados, em desenvolvimento. A reação abaixo do equador veio pela Comissão Econômica para a América Latina - CEPAL, quando tinha a frente economistas do porte de Celso Furtado, propondo o rompimento das relações de trocas desiguais, ainda com matiz do antigo pacto colonial do remoto século XVIII, em prol do desenvolvimento de uma industrialização endógena. Os economistas cepalinos não identificam no crescimento econômico capitalista, necessáriamente, o desenvolvimento das sociedades, demonstrando que o aumento da renda per capita não é um indicador confiável de bem estar. A título de ilustração, recentemente a ONU divulgou, através do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, uma revisão no seu índice de desenvolvimento humano - IDH - que busca avaliar os diferentes estágios de desenvolvimento das nações, relacionando o poder aquisitivo, com a expectativa de vida e o nível de escolaridade nos países membros. Neste ranking o Brasil, entre as dez maiores economias mundiais, aparece em modesto 79° lugar. Esta situação nos leva a refletir se o crescimento industrial sem limites está levando à eliminação da miséria, ou apenas possibilitando que esta se veja e seja vista ao vivo e a cores por uma "aldeia global".
Foi a partir do relatório divulgado pela Sra. Brundtland, ex-primeira ministra da Noruega, sob o nome de Nosso Futuro Comum, que a expressão DS ganhou notoriedade. Este documento foi a base das discussões da ECO 92 ou RIO 92, uma conferência internacional sobre meio ambiente promovida pela ONU no Rio de Janeiro, em prosseguimento àquela realizada em 1972 na cidade de Estocolmo. O relatório propõe o conceito de que DS seria a capacidade das atuais gerações de atender às suas necessidades sem comprometer o atendimento das necessidades

das gerações futuras (CMMAD, 1988). Enaltecido por uns e criticado por outros, tem a seu favor o fato de trazer definitivamente para o cenário mundial a problemática ambiental, propondo uma mudança no teor do crescimento econômico, mas pecando na identificação da pobreza dos países subdesenvolvidos como uma das causas da degradação ambiental. Entre os própios economistas há o entendimento de que a pobreza é um dos rejeitos da acumulação capitalista.
Assim vista como um efluente poluidor , ao contrário, identificam nos países "desenvolvidos" o foco gerador desta poluição humana. Com isso amplia-se o conceito de DS, além da política do bom comportamento, internalizando a este a questão das externalidades, ou seja, a incorporação dos danos ambientais provocados pela atividade econômica, aos custos das indústrias, o que coloca os países desenvolvidos em débito com a recuperação dos ecossistemas do planeta. Desta forma conclui-se que DS seja um mosaico de entendimentos, cabendo desde a leitura de uma forma neocolonialista ou da continuidade do domínio imperialista sobre os países subdesenvolvidos, assim como paradigma para uma compreensão ambiental holística, nova forma de relacionamento do homem com a Natureza, um resgate da natureza humana como mais uma das espécies que compõe a biodiversidade, incorporando-se de forma ecológica a viagem que é a nossa breve existência no planeta Terra.

* Economista e Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade Federal Fluminense PPGCA / UFF
Diretor da APREC Associação de Proteção a Ecossistemas Costeiros ONG

Bibliografia

CMMAD - Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento: Nosso Futuro Comum, Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, 1988.

HERCULANO, Selene Carvalho: Do desenvolvimento (in)suportável à sociedade feliz, in coletânea Ecologia, Ciência e Política, coordenação de Mírian Goldenberg, pág. 9, 1992.

MEADOWS, D.H. et alii: Limites do Crescimento, Ed. Perspectiva, São Paulo, 1973.

domingo, 18 de abril de 2010

Corintihano e tambem fa do futebol de Dentinho

No início de sua carreira, destacou-se nas categorias de base junto de Lulinha. O jovem jogador foi chamado para a categoria profissional do Corinthians pelo técnico Paulo César Carpeggiani e fez sua estréia pelo Timão em 30 de junho de 2007.

Ainda no mesmo ano, fez seu primeiro gol com a camisa do clube, em um empate (1-1) contra o Fluminense. Atualmente é um dos principais jogadores da equipe. Chegou, junto com o Timão, na final da Copa do Brasil de 2008, ficou com o vice-campeonato. Em 8 de novembro de 2008, conquistou o Campeonato Brasileiro - Série B pelo Corinthians,e foi o maior artilheiro do time na competição e no ano junto de Herrera.

Em 2009, foi convocado para a Seleção Brasileira sub-20, onde se consagrou campeão sul-americano. No dia 27 de maio de 2009 completou 100 partidas com a camisa do Corinthians e tendo marcado um gol. Nesse mesmo ano, conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil.

Bastante criticado pela falta de objetividade, é o jogador com mais gols feitos pela camisa do Corinthians no elenco atual, com 43 tentos em partidas oficiais.

No dia 14 de Março de 2010, marcou, contra o Santo André, Pelo Paulistão, o gol de número 10000 da história do Corinthians.

Em 20 de Maio de 2010, Dentinho foi eleito como o jogador mais feio do Brasil, segundo a revista fuxico.

[editar] Títulos
Seleção brasileira sub 20
Sul- Americano sub 20 - 2009
Corinthias
Campeão Brasileiro sere - b 2008
No início de sua carreira, destacou-se nas categorias de base junto de Lulinha. O jovem jogador foi chamado para a categoria profissional do Corinthians pelo técnico Paulo César Carpeggiani e fez sua estréia pelo Timão em 30 de junho de 2007.

Ainda no mesmo ano, fez seu primeiro gol com a camisa do clube, em um empate (1-1) contra o Fluminense. Atualmente é um dos principais jogadores da equipe. Chegou, junto com o Timão, na final da Copa do Brasil de 2008, ficou com o vice-campeonato. Em 8 de novembro de 2008, conquistou o Campeonato Brasileiro - Série B pelo Corinthians,e foi o maior artilheiro do time na competição e no ano junto de Herrera.

Em 2009, foi convocado para a Seleção Brasileira sub-20, onde se consagrou campeão sul-americano. No dia 27 de maio de 2009 completou 100 partidas com a camisa do Corinthians e tendo marcado um gol. Nesse mesmo ano, conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil.

Bastante criticado pela falta de objetividade, é o jogador com mais gols feitos pela camisa do Corinthians no elenco atual, com 43 tentos em partidas oficiais.

No dia 14 de Março de 2010, marcou, contra o Santo André, Pelo Paulistão, o gol de número 10000 da história do Corinthians.

Em 20 de Maio de 2010, Dentinho foi eleito como o jogador mais feio do Brasil, segundo a revista fuxico.

Ecologia

A Ecologia é a ciência que estuda os ecossistemas, ou seja é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição e abundância [1]. As interações podem ser entre seres vivos e/ou com o meio ambiente. A palavra Ecologia tem origem no grego “oikos", que significa casa, e "logos", estudo. Logo, por extensão seria o estudo da casa, ou de forma mais genérica, do lugar onde se vive.

O cientista alemão Ernst Haeckel, em 1869, usou pela primeira vez este termo para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.

A Ecologia pode ser dividida em Autoecologia, Demoecologia e Sinecologia. Entretanto, diversos ramos tem surgido utilizando diversas áreas do conhecimento: Biologia da Conservação, Ecologia da Restauração, Ecologia Numérica, Ecologia Quantitativa, Ecologia Teórica, Macroecologia, Ecofisiologia, Agroecologia, Ecologia da Paisagem. Ainda pode-se dividir a Ecologia em Ecologia Vegetal e Animal e ainda em Ecologia Terrestre e Aquática.

O meio ambiente afeta os seres vivos não só pelo espaço necessário à sua sobrevivência e reprodução, mas também às suas funções vitais, incluindo o seu comportamento, através do metabolismo. Por essa razão, o meio ambiente, e a sua qualidade, determina o número de indivíduos e de espécies que podem viver no mesmo habitat. Por outro lado, os seres vivos também alteram permanentemente o meio ambiente em que vivem. O exemplo mais dramático de alteração do meio ambiente por organismos é a construção dos recifes de coral por minúsculos invertebrados, os pólipos coralinos.

As relações entre os diversos seres vivos existentes num ecossistema também influencia na distribuição e abundância deles próprios. Como exemplo, incluem a competição pelo espaço, pelo alimento ou por parceiros para a reprodução, a predação de organismos por outros, a simbiose entre diferentes espécies que cooperam para a sua mútua sobrevivência, o comensalismo, o parasitismo e outras.

Com a maior compreensão dos conceitos ecológicos e da verificação das alterações de vários ecossistemas pelo homem, levou ao conceito da Ecologia Humana que estuda as relações entre o Homem e a Biosfera, principalmente do ponto de vista da manutenção da sua saúde, não só física, mas também social. Com o passar do tempo surgiram também os conceitos de conservação que se impuseram na atuação dos governos, quer através das ações de regulamentação do uso do ambiente natural e das suas espécies, quer através de várias organizações ambientalistas que promovem a disseminação do conhecimento sobre estas interações entre o homem e a biosfera.

Há muitas aplicações práticas da ecologia, como a biologia da conservação, gestão de zonas úmidas, gestão de recursos naturais (agricultura, silvicultura e pesca), planejamento da cidade e aplicações na economia.

Edson de Jesus: Pesquisa Ecologica

Edson de Jesus: Pesquisa Ecológica
Indivíduo: é a unidade de vida que se manifesta. É um representante de uma espécie.
Espécie: é o conjunto de indivíduos altamente semelhantes, que na natureza são capazes de intercruzarem, produzindo descendentes férteis.
População: grupo de indivíduos de mesma espécie Genericamente, uma população é o conjunto de pessoas ou organismos de uma mesma espécie que habitam uma determinada área, num espaço de tempo definido
Comunidade ou biocenose: conjunto de espécies diferentes que sofrem interferência umas nas outras.
Uma comunidade pode ter seus limites definidos de acordo com características que signifiquem algo para nós, investigadores humanos. Mas ela também pode ser definida a partir da perspectiva de um determinado organismo da comunidade. Por exemplo, as comunidades possuem estrutura trófica, fluxo de energia, diversidade de espécies, processos de sucessão, entre outros componentes e propriedades.

Ecossistema é o conjunto formado por todas as comunidades que vivem e interagem em determinada região e pelos fatores abióticos que atuam sobre essas comunidades[2].
Funcionamento
A base de um ecossistema são os produtores que são os organismos capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos utilizando como matéria prima a água, gás carbônico e luz. Em ambientes afóticos (sem luz), também existem produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica não é luz mas a energia liberada nas reações químicas de oxidação efetuadas nas células (como por exemplo em reações de oxidação de compostos de enxofre). Este processo denominado quimiossíntese é realizado por muitas bactérias terrestres e aquáticas. Dentro de um ecossistema existem vários tipos de consumidores, que juntos formam uma cadeia alimentar, destacam-se:

Consumidores primários
São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, são as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou na água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a maior fonte de alimento do planeta. Os consumidores primários podem ser desde microscópicas larvas planctônicas, ou invertebrados bentônicos (de fundo) pastadores, até grandes mamíferos terrestres como a girafa e o elefante.

Consumidores secundários
São os animais que se alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de animais carnívoros.

Consumidores terciários
São os grandes predadores como os tubarões, orcas e leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de topo de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande tamanho e menores densidades populacionais.

Decompositores ou biorredutores
São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se tornam novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores, representados pelas bactérias e fungos, são o último elo da cadeia trófica, fechando o ciclo. A seqüência de organismos relacionados pela predação constitui uma cadeia alimentar, cuja estrutura é simples, unidirecional e não ramificada.

Nicho Ecológico é o modo de vida de cada espécie no seu habitat. Representa o conjunto de atividades que a espécie desempenha, incluindo relações alimentares, obtenção de abrigos e locais de reprodução, ou seja, como, onde e à custa de quem a espécie se alimenta, para quem serve de alimento, quando, como e onde busca abrigo, como e onde se reproduz. Numa comparação clássica, o habitat representa o "endereço" da espécie, e o nicho ecológico equivale à "participação, ativa ou passiva, no ambiente".
Redundância funcional - Em ecologia, o conceito de redundância funcional é uma característica das comunidades biológicas que descreve o quão sobrepostas são as espécies quanto ao seu desempenho no funcionamento do ecossistema.
Numa comunidade biológica, formada pelas espécies que interagem no e com o ambiente em um dado local, o número de espécies é uma forma de descrever sua diversidade e complexidade, muitas vezes denominada de riqueza de espécies ou biodiversidade. Uma discussão que ainda persiste entre os ecólogos é se comunidades com mais espécies são mais estáveis ou mais instáveis que comunidades com menos espécies. Uma questão importante seria qual a importância da diversidade? Ou ainda, qual a implicação do grande número de extinções que ocorrem nos ecossistemas e comunidades devido a mudanças climáticas e impactos causados pela humanidade? Nesta perspectiva, algumas espécies podem desempenhar papeis equivalentes num ecossistema (funcionalmente redundantes) e podem tornar-se localmente extintas sem causar perdas substanciais no funcionamento do ecossistema (Walker 1992, Lawton & Brown 1993). Entretanto modelos adaptados de Lotka-Volterra mostram incompatibilidade da redundância funcional com a coexistência das espécies (Lorreau 2004).

Relações Ecológicas: Nas comunidades bióticas dentro de um ecossistema encontram-se várias formas de interações entre os seres vivos que as formam, denominadas relações ecológicas ou intera(c)ções biológicas. Essas relações se diferenciam pelos tipos de dependência que os organismos vivos mantêm entre si. Algumas dessas interações se caracterizam pelo benefício mútuo de ambos os seres vivos, ou de apenas um deles, sem o prejuízo do outro. Essas relações são denominadas harmônicas ou positivas.
Outras formas de interações são caracterizadas pelo prejuízo de um de seus participantes em benefício do outro. Esses tipos de relações recebem o nome de desarmônicas ou negativas.

Tanto as relações harmônicas como as desarmônicas podem ocorrer entre indivíduos da mesma espécie e indivíduos de espécies diferentes. Quando as interações ocorrem entre organismos da mesma espécie, são denominadas relações intra-específicas ou homotípicas. Quando as relações acontecem entre organismos de espécies diferentes, recebem o nome de interespecíficas ou heterotípicas.

Ecótono é a região de transição entre duas comunidades ou entre dois ecossistemas. Na área de transição (ecótono) vamos encontrar grande número de espécies e, por conseguinte, grande número de nichos ecológicos.
"Transição entre duas ou mais comunidades diferentes é uma zona de união ou um cinturão de tensão que poderá ter extensão linear considerável, porém mais estreita que as áreas das próprias comunidades adjacentes. A comunidade do ecótono pode conter organismos de cada uma das comunidades que se entrecortam, além dos organismos característicos" (Odum, 1972). "Zona de transição que determina a passagem e marca o limite de uma biocenose à outra" (Dajoz, 1973). "Zona de transição entre dois biomas que se caracteriza pela exuberância dos processos vitais e mistura relativa de espécies circundantes. A estas características se chama efeito de borda" (Carvalho, 1981). "Zona de contato entre duas formações com características distintas. Áreas de transição entre dois tipos de vegetação. A transição pode ser gradual, abrupta (ruptura), em mosaico ou apresentar estrutura própria" (ACIESP, 1980). "Zona de contato ou transição entre duas formações vegetais com característica distintas" (Resolução n° 12, de 4.05.94, do CONAMA).

Exemplo: Matas de cocais - mata de transição entre o Bioma Amazônico e a Caatinga.

Biotópo ou ecótopo (do grego βιος - bios = vida + τόπoς = lugar, ou seja, lugar onde se encontra vida) é uma região que apresenta regularidade nas condições ambientais e nas populações animais e vegetais, das quais é o habitat.
Para viver, a biocenose depende de fatores físicos e químicos do meio ambiente. No exemplo duma floresta, o biótopo é a área que contém um tipo de solo (com quantidades típicas de minerais e água) e a atmosfera (gases, umidade, temperatura, grau de luminosidade, etc.) Os fatores abióticos dum biótopo afetam diretamente a biocenose, e também são por ela influenciados. O desenvolvimento de uma floresta, por exemplo, modifica a umidade do ar e a temperatura de uma região.

Biomas é uma comunidade biológica, ou seja, fauna e flora e suas interações entre si e com o ambiente físico: solo, água e ar.
Área biótica ou biótopo é a área geográfica ocupada por um bioma. O bioma da Terra compreende a biosfera. Um bioma pode ter uma ou mais vegetações predominantes. É influenciado pelo macroclima, tipo de solo, condição do substrato e outros fatores físicos, não havendo barreiras geográficas; ou seja, independente do continente, há semelhanças das paisagens, apesar de poderem ter diferentes animais e plantas, devido à convergência evolutiva.

Um bioma é composto da comunidade clímax e todas as subclímax associadas ou degradadas, pela estratificação vertical ou pela adaptação da vegetação.

São divididos em:

1. Terrestres ou continentais
2. Aquáticos
Geralmente se dá um nome local a um bioma em uma área específica. Por exemplo, um bioma de vegetação rasteira é chamado estepe na Ásia central, savana na África, pampa na região subtropical da América do Sul ou cerrado no Brasil, campina em Portugal e pradaria na América do Norte.

Biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas da Terra. É um conceito da Ecologia, relacionado com os conceitos de litosfera, hidrosfera e atmosfera. Incluem-se na biosfera todos os organismos vivos que vivem no planeta, embora o conceito seja geralmente alargado para incluir também os seus habitats.
O termo "Biosfera" foi introduzido, em 1875, pelo geólogo austríaco Eduard Suess. Entre 1920 e 1930 começou-se a aplicar o termo biosfera para designar a parte do planeta ocupada pelos seres vivos. O conceito foi criado por analogia a outros conceitos empregues para nomear partes do planeta, como, por exemplo, litosfera, camada rochosa que constitui a crosta, e atmosfera, camada de ar que circunda a Terra. Biosfera é o conjunto de todas as partes do planeta Terra onde existe ou pode existir vida. A biosfera é um tanto irregular, devido à escassez, ou mesmo inexistência, de formas de vida em algumas áreas. Os seus limites vão dos fins das mais altas montanhas até às profundezas das fossas abissais marinhas. Existe mesmo quem considere a Terra como um autentico ser vivo. A vida na Terra terá surgido há cerca de 3800 milhões de anos.

Pesquisa Ecologica

http://pt.wikipedia.org/wiki/Seres_vivos

sábado, 17 de abril de 2010

O Segredo

Segredo - Rhonda Byrne

Fragmentos de um Grande Segredo foram encontrados nas tradições orais, na literatura, nas religiões e filosofias ao longo dos séculos. Pela primeira vez, todas as peças do Segredo se juntam numa revelação incrível que transformará a vida de todos que o vivenciarem. Com ele, você vai entender o poder oculto e inexplorado que está dentro de você, trazendo alegria a cada aspecto da sua vida. Livro O Segredo

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pensamento do Edson

Sucesso, na verdade, significa olhar o fracasso de frente e, mesmo assim, jogar os dados. Você pode ser a única pessoa que saberá algum dia o resultado dos dados, mas com esse conhecimento em mãos você terá algo que milhões de pessoas nunca terão - porque elas tiveram medo de tentar." (Writer´s Digest) (...) Por mais que se queira encobrir, muitos de nós sentimos medo. Temos medo do futuro, medo de fracassar na vida. Uma criatura indesejada chamada medo sussurra previsões sobre o desconhecido e o ainda não visto. Cegando cada um com uma venda, a criatura ameaça: "O que aconteceria se.... e se acontecesse?" (...) Aos que se tornam suas presas, ela não demonstra misericórdia. Quando você é pego por ela, sente-a pisar em sua cabeça com o peso de um tanque de guerra... E ri da sua condição de invalidez enquanto prepara novo ataque. Medo. Se você já se sentiu ameaçado demais pelo fracasso na busca de algo que tanto quer....apreensivo demais para dividir seus sentimentos.... confortável demais para aproveitar uma c