quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mano: 'Se o futebol bem jogado voltar, Neymar volta'

Treinador explica por que não convocou a Joia e não fecha as portas para o atacante do Santos

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Com problemas disciplinares, Neymar ficou de fora da Seleção Brasileira (foto: Ivan Storti)
LANCEPRESS!

Depois da divulgação da lista de convocação da Seleção Brasileira, o momento mais esperado da entrevista coletiva do técnico Mano Menezes era a explicação sobre por que o atacante Neymar ficou fora.

Segundo Mano, a Seleção não precisa de problemas.

- Quero deixar bastante claro a linha que estamos pensando na condução do trabalho. Sempre dissemos que o que vai trazer os jogadores é o que produzirem dentro de campo. Os últimos momentos têm sido conturbados. Vamos deixar esses problemas fora da Seleção neste momento. Achamos importante, como achamos importante a mensagem que vamos deixar, para que todos tenham claro o que temos em mente. Não queremos ser mais duros do que ninguém. Mas todos temos nítido na nossa mente que o futebol muito bem jogado, brilhante dos últimos meses deva ser a marca de um jogador brilhante que é o Neymar. Se isso voltar, ele estará de volta à Seleção - mandou recado o treinador.


Enquete Mano acertou ao não convocar Neymar?


Mano ainda mostrou preocupação com o futuro da carreira da promessa do Santos.

- Vejo algumas questões com um pouco de preocupação e outras com certa naturalidade. A preocupação é por começar a ver o que não gostaríamos dentro de campo. Não é a marca de um jogador talentoso. E a naturalidade por entender que pode acontecer com jogadores jovens, como pode acontecer. Não gosto de entrar mais fundo na análise porque vimos a situação de fora. Mas não posso ficar fugindo das questões.

Por fim, Mano revelou que não chegou a conversar com Dorival Junior, ex-treinador do Santos e o lado mais fraco da corda que arrebentou na Vila Belmiro.

- Minha conversa com o Dorival não seria na direção de conselhos, sou avesso a isso. É complicado de se dar, não fazendo parte integral de qualquer situação. A conversa seria para tomar conhecimento de todos os fatos. Muitos não são tornados públicos e podem explicar certas situações. Mas a conversa não aconteceu por certas circunstâncias.

Enquete Qual é a maior novidade da Seleção?

e mais Mano escolhe Ney Franco para Seleções de base e sub-20

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sábado, 18 de setembro de 2010

O IG ENTREVISTA O PRESIDENTE LULA O MAIS POPULAR DO MUNDO

Em tom de brincadeira, o presidente lembra que, depois de deixar o governo, não terá mais auxiliares para "xingar". Por isso, afirma, não quer tomar decisões precipitadas sobre que fará depois de deixar o Planalto. "Eu quero primeiro saber aonde é que vai doer. Eu quero voltar a ver jogo do Corinthians no Pacaembu, de preferência junto com a Gaviões ali, com a camisa do Corinthians. Sabe, então eu quero voltar a ser um cidadão normal."

Piores momentos vividos no governo

O presidente reconhece que a crise do mensalão foi o momento mais difícil de seu governo, do ponto de vista político. "Eu quero estar vivo para ver o desfecho de tudo isso. Porque tem coisa um pouco esquisita que eu não consigo entender", afirmou

Humor de presidente


Lula diz que hoje seu humor está bem melhor do que antes da Presidência. "Eu só tenho motivo pra ter alegria. Todo santo dia, agradeço a Deus pela generosidade que Ele teve comigo. Sou uma pessoa hoje muito, muito, muito feliz"

Relação com o Congresso


Presidente relembra derrotas no Legislativo, como a derrubada da CPMF. "Foi uma votação muito mais por ódio, muito mais na perspectiva de me prejudicar e quem foi prejudicado foi o povo pobre deste País", disse. Se Dilma ganhar a eleição, segundo ele, uma das vantagens é que ela terá um Senado "mais arejado"

Relação com empresários


Ao falar de sua relação com o setor corporativo, presidente reforçou a declaração repetida em diversas ocasiões ao longo de seu governo. "Os empresários nunca ganharam tanto dinheiro como ganharam no meu governo, nunca ganharam tanto dinheiro."

Revolução da internet


Lula voltou a falar sobre sua relação com os meios de comunicação. "Se dependesse de algumas capas de jornais, eu nessas alturas do campeonato teria zero nas pesquisas", ironizou, ao comentar a mudança do mercado de comunicação. "Eu compreendo a dificuldade de se fazer uma revista semanal. Antigamente você tinha um jornal que superava ela todo dia, a televisão e o rádio todo dia. Mas agora você tem a internet que supera a todo minuto."

Realizações do governo


Sobre a impressão que espera deixar quando sair do Palácio do Planalto, o presidente arrisca: "Tem muitas imagens para as pessoas lembrarem do governo Lula. Acho que cada um vai ter uma. É como se fosse uma fotografia pessoal".

Popularidade e populismo


"Lula atribui sua popularidade ao fato de ser "verdadeiro" com o povo brasileiro. "Primeiro, o populista não tem uma relação como a que eu tenho com o povo. O populismo é um ato de fazer política, de propostas, de cima para baixo, sem nenhuma relação orgânica como eu tenho com a sociedade"

Cuidados com discursos

Nem sempre, conta Lula, a percepção que um político tem de seus próprios discursos é a mesma que a sociedade tem. "Muitas vezes a gente pensa que um discurso nosso abafou. Sabe aquele negócio eu me amo. Você faz um discurso e você fala “a, foi”. Tem gente que fala assim: “eu arrasei”. Aí quando você coloca aquele discurso numa qualitativa, às vezes de dez pessoas que estão no grupo, nove não gostaram do discurso."

Duração do mandato

Lula aponta que a duração do mandato não condiz com as realizações que um governante deseja. "Às vezes, o mandato é muito pequeno, de quatro anos, de cinco anos. E hoje, no caso do Brasil, por exemplo, com mandato de quatro anos, nenhum presidente da República consegue fazer uma obra estruturante"

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Presidente da República é o astro principal do evento realizado no Parque São Jorge nesta terça-feira

Lula: homenagem do Timão e do Clube dos 13
Presidente da República é o astro principal do evento realizado no Parque São Jorge nesta terça-feira

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Lula recebu homenagem no Parque São Jorge (Crédito: Gustavo Tílio)

Felipe Bolguese
SÃO PAULO

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Em meio a homenagens, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, apontou projetos e ideias para a melhora do futebol brasileiro no futuro. Um deles é a criação de uma Previdência Social para os jogadores de futebol.

– Mesmo aqueles que atuam em clubes grandes precisam. Não são todos que ganham muito. A maioria ganha pouco. A chance é jogar no exterior. E quem ganha muito não sabe administrar o dinheiro. Pretendo convocar em breve o Clube dos 13 para uma reunião em Brasília para apresentar uma proposta de Previdência Social para os jogadores – disse Lula, nesta terça-feira, no Parque São Jorge, em evento no qual recebeu o título de Torcedor do Centenário do Corinthians e o de Chanceler Honorário do Futebol Brasileiro do Clube dos 13.

Outra questão considerada crítica pelo presidente é a presença de cambistas nos estádios. Uma ação já existe: o Estatuto do Torcedor, que surgira em sua gestão em maio de 2003 e que, em nova versão a partir de julho de 2010, prevê prisão de até quatro anos para cambistas. A nova ideia é que a venda dos ingressos seja feita apenas nas lotéricas.

– O dia em que os clubes de futebol quiserem acabar com cambistas, que os sistemas de loteria vendam ingressos, a Caixa Econômica Federal já está pronta para vender os ingressos na rede lotérica. É só propor ao Orlando (Silva Júnior, ministro do Esporte) que conversamos e anunciamos – disse.

Lula afirmou que os clubes deveriam apostar mais nos programas de Sócio-Torcedor, para depender cada vez menos de patrocínios e renda com os direitos de transmissão de televisão. E ainda reclamou que se deve criar um mecanismo para que clubes e atletas não sejam prejudicados com uma possível saída precoce para a Europa.

Durante todo o evento, o presidente mostrou-se muito emocionado. Ele dividiu a bancada com a primeira-dama, Marisa Letícia, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., e os presidentes Juvenal Juvêncio e Roberto Horcades, respectivamente de São Paulo e Fluminense, ambos vice-presidentes do Clube dos 13.

Lula vira presidente da República do Corinthians

Das mãos do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, Lula recebeu faixa simbólica que o “tornou” o primeiro presidente da República Popular do Corinthians, ação de marketing lançada no último sábado pelo clube. A primeira-dama, Marisa Letícia, recebeu um RG.

– Estou muito orgulhoso em ver o Corinthians completar 100 anos. Há mais de meio século sou corintiano, e continuo sofrendo mais do que nunca – disse o presidente, que ainda revelou uma brincadeira com a primeira-dama em dias de jogos:

– A Marisa, de vez em quando, me tira da sala porque acha que sou pé frio. Às vezes chego e o Corinthians sofre um gol. Se o Corinthians está perdendo e tenho um voo para pegar, ela espera que eu vá rapidamente. Depois, liga para dizer que empatamos ou viramos (risos).

O presidente chegou ao Parque São Jorge por volta das 18h, em helicóptero que pousou no gramado do clube. O evento em sua homenagem, previsto para esta hora, só começou depois das 19h. Em seguida, era esperado que ele fosse para o Show da Virada, mas seu staff cancelou a participação por questões de logística e segurança. Às 22h30 ele já estava em Brasília. Lula também foi convidado por Andrés Sanchez a inaugurar o CT do Parque Ecológico, no próximo dia 18, mas ainda não confirmou presença.